Família!
Bom, esses dias têm sido muito difíceis pra mim. Estou na reta final da faculdade, em onze semanas terei meu diploma e a responsabilidade de tomar decisões importantes pro meu futuro. Futuro incerto: não sei se passarei em alguma Residência, se ficarei aqui ou irei pra outra cidade, se terei alguém (leia-se Ela) pra compartilhar os planos ou não.
Acontece que não me sinto em condições de decidir nada, menos ainda de construir alguma coisa. Estou sendo muito cobrada no hospital e ir até lá todos os dias tem sido uma tortura.
Também sofro pressão em casa, afinal, ninguém entende o motivo de meus olhos sempre vermelhos. Não sabem porque me falta um sorriso. Se bem que pressão mesmo eles não fazem. Não me perguntam, não me constrangem, não me violam. Apenas me olham com um ar preocupado, às vezes com um certo desespero. Queria muito conseguir disfarçar e não preocupá-los tanto. Mas basta um olhar diferente pra que algumas gotinhas comecem a brotar em meus olhos. Estou ausente, talvez até de mim mesma. Estou subexistindo. O máximo que consigo fazer é sair do quarto e acenar a cabeça com desânimo.
Sim, sei que eles não têm culpa de nada, ninguém tem. O fato é que não consigo ser diferente, pelo menos não agora. Na verdade queria poder contar com eles... contar pra eles. Que eles participassem da minha vida e talvez fizessem menor todo esse sofrimento. Queria deitar no colo da minha tia e ouvi-la dizer que relacionamentos são assim e que nessas horas precisamos ser maduros. Queria um abraço apertado, um conforto... um consolo.
Agora estou no meu quarto. Passei o dia todo aqui... sequer saí pra comer. Desde que minha mãe morreu, construí uma barreira que eles tentam quebrar, mas ela fica cada dia mais alta, principalmente por esse pequeno grande segredo que guardo. Escondo, na verdade. Queria não contar essa mentira.
Querida Família:
Sim, sou homossexual. Sim, estou sofrendo por uma mulher que é tudo pra mim e que estou perdendo. Sim, preciso de ajuda. Sim, eu amo vocês. Amo, mas não sei me aproximar mais... amo, mas não deixo que se aproximem porque tenho medo. Amo, mas sou cabeça-dura o suficiente pra fazer de conta que não ligo. Amo e queria vocês mais perto de mim.
Desculpe por não abraçá-los, não beijá-los, não sentar na sala pra ver TV, por não contar como foi o meu dia e não perguntar pelos seus. Desculpe ser do jeito que sou.
Quero colo.
Preciso.
Acontece que não me sinto em condições de decidir nada, menos ainda de construir alguma coisa. Estou sendo muito cobrada no hospital e ir até lá todos os dias tem sido uma tortura.
Também sofro pressão em casa, afinal, ninguém entende o motivo de meus olhos sempre vermelhos. Não sabem porque me falta um sorriso. Se bem que pressão mesmo eles não fazem. Não me perguntam, não me constrangem, não me violam. Apenas me olham com um ar preocupado, às vezes com um certo desespero. Queria muito conseguir disfarçar e não preocupá-los tanto. Mas basta um olhar diferente pra que algumas gotinhas comecem a brotar em meus olhos. Estou ausente, talvez até de mim mesma. Estou subexistindo. O máximo que consigo fazer é sair do quarto e acenar a cabeça com desânimo.
Sim, sei que eles não têm culpa de nada, ninguém tem. O fato é que não consigo ser diferente, pelo menos não agora. Na verdade queria poder contar com eles... contar pra eles. Que eles participassem da minha vida e talvez fizessem menor todo esse sofrimento. Queria deitar no colo da minha tia e ouvi-la dizer que relacionamentos são assim e que nessas horas precisamos ser maduros. Queria um abraço apertado, um conforto... um consolo.
Agora estou no meu quarto. Passei o dia todo aqui... sequer saí pra comer. Desde que minha mãe morreu, construí uma barreira que eles tentam quebrar, mas ela fica cada dia mais alta, principalmente por esse pequeno grande segredo que guardo. Escondo, na verdade. Queria não contar essa mentira.
Querida Família:
Sim, sou homossexual. Sim, estou sofrendo por uma mulher que é tudo pra mim e que estou perdendo. Sim, preciso de ajuda. Sim, eu amo vocês. Amo, mas não sei me aproximar mais... amo, mas não deixo que se aproximem porque tenho medo. Amo, mas sou cabeça-dura o suficiente pra fazer de conta que não ligo. Amo e queria vocês mais perto de mim.
Desculpe por não abraçá-los, não beijá-los, não sentar na sala pra ver TV, por não contar como foi o meu dia e não perguntar pelos seus. Desculpe ser do jeito que sou.
Quero colo.
Preciso.
4 Comments:
At 27/8/06 21:58,
Anônimo said…
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Te desejo 1 maravilhosA semana.
Bjos
At 28/8/06 13:39,
Anônimo said…
"Vida Vazia de sentimento..."
Muito prazer! Eu sou a Jaque e fiquei profundamente triste ao ler seu post!
Quero ajudar pq tb ja passei por isso Tb ja fiquei triste assim como se uma mão gigante apertasse meu coração!
Tem cura, tem jeito, tem amor que cura a gente! o primeiro é o próprio, vc vai dar certo pq tem que dar certo! Acredite nisso vc precisa acreditar!
Estou aqui pra ajudar .....
ferraz_jack@hotmail.com
:o)
At 28/8/06 23:16,
Anônimo said…
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FELIZ DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA !!!!!
At 29/8/06 07:58,
Má said…
Pede colo sim! Deixe que a tua família te dê um pouco de colo! E acredito que se você disser que não quer dizer o motivo, eles não vão perguntar. Pois quem ama a gente cuida das nossas "feridas" independente do que as causou.
beijos e melhoras!
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