In My Secret Life

Minha melhor metade! Espero que um dia não precise me dividir...

quinta-feira, setembro 14, 2006

Conhecendo Linda

Àquela altura já sofrera pelo que acreditava ser alguma coisa boa (vejam bem, acreditava ser). Estava há 4 meses separada de Juliana depois de 2 anos juntas. Havia chorado, mas ao mesmo tempo em que “sofria” sentia um certo alívio por estar livre e vontade de buscar a minha verdadeira metade... até que ela me pediu pra voltar.
Claro, meu sentimento já não era o mesmo. Estava machucado, descrente, turvo... ainda assim o preferi à solidão. Eu sei, isso é terrível. Voltei. Na verdade, ela me disse que não era uma volta e sim uma tentativa... que fosse, não estaria mais só. Porém, pensei bastante naquele ditado: "antes só do que mal acompanhada".
Sendo assim, em alguns momentos fui percebendo que era assim que desejava estar... só. Não estava namorando, mas não estava só... como se “fica” com alguém com quem namorou por 2 anos? Aconteceu assim.
O beijo já não tinha graça... os olhos não se perdiam... o coração apenas batia e se saltitava era durante alguma discussão. E foram muitas. Já não fazia questão de barrá-las... o que tivesse de ser, seria.
Rafaela, uma antiga conhecida (uma das primeiras lésbicas que conheci) de repente se reaproximou de mim. Nunca fomos amigas, mas trocávamos algumas confidências e experiências. Sofria pela ex-namorada, mas estava ficando com “uma garota legal” e queria que saíssemos todas juntas qualquer dia. Ok, aliás, preferia mesmo sair com mais alguém... o clima ficava mais leve.
E nesse dia conheci Linda. Rafaela chegou ao barzinho com ela na garupa da moto. Aquela sem capacete e a última com o rosto coberto, atiçando a curiosidade de todas as outras na mesa. Acompanhei a moto com os olhos até que ela parou. Num movimento suave, sua perna direita passou sobre o banco da moto e pousou delicadamente ao lado da outra. As mãos foram à cabeça e retiraram o motivo de tanta curiosidade.
À medida que subia o capacete, um rosto lindo e sereno se abria, um sorriso largo parecia zombar de seus próprios cabelos, bagunçados pelo vento. Cabelos castanho-claros... longos, ondulados... que mais tarde descobriria serem também sedosos.
A admiração foi instantânea! As duas dirigiram-se a nós. Juliana logo se sentiu incomodada... nunca gostava de meus amigos e percebi que tomara certa antipatia ao jeito espontâneo de Linda.
Como as outras pessoas já se conheciam, cuidei para que Linda não ficasse muito sem graça. Com meu jeito leve e bem-humorado, fazia brincadeiras sem imaginar que eram apenas para ver aquele lindo sorriso acontecer. No entanto, mesmo nas brincadeiras, não sei se consegui esconder o encanto que senti por aqueles olhos verdes, aquela boca carnuda encaixada perfeitamente naquele rosto de beleza inquestionável.
Foi uma noite agradável... na volta pra casa, Juliana não escondia sua indignação com aquela menina “folgada e aparecida”. “Onde já se viu? Abrir aquele sorriso pra pessoas que nunca viu na vida?!!”. Com certeza, sua antipatia habitual turvava sua visão...
Bem, confesso... minha opinião, como verão, não foi a mesma...

4 Comments:

  • At 15/9/06 08:14, Blogger  said…

    Gostei de ver!:) A história começou bem e pelo jeito que está sendo escrita, cheia de sentimentos! E agora me diz: é verdade! o que a gente não faz para ver o sorriso mais lindo que a gente conhece por várias vezes!?
    beijos

     
  • At 15/9/06 10:34, Blogger Sara said…

    hmmm...a vida prega peças não é mesmo?
    Pela descrição, Linda é linda de fechar o trânsito..huhu
    E aí quando é o próximo encontro entre amigos? =)


    Bjocas fofa.

     
  • At 15/9/06 17:35, Anonymous Anônimo said…

    Olá, gostei da narrativa...to doida pra ler os próximos capítulos...Um beijão e um abraço bemmmm apertado...rs.Obrigada pela força tá.

     
  • At 15/9/06 18:05, Blogger Moira said…

    Linda é sugestivo, praticamente um convite, escrito num sorriso, então acho que vc está devagando por outras estradas... O que é otimo!!

    beijos..beijos

    Bom Fim de semana!!!

     

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