In My Secret Life

Minha melhor metade! Espero que um dia não precise me dividir...

sexta-feira, setembro 15, 2006

Esclarecimentos e Prece!

Hoje tive um dia ruim... muitas dúvidas, insegurança, incertezas, medos...

Mas no momento gostaria apenas de esclarecer um detalhe sobre o post anterior: Linda não é outra garota! É a mesma de quem falo desde que iniciei esse blog. Meu amor é todo dela e sequer penso em olhar pra outra pessoa. Estava somente recordando de boas lembranças... nossos primeiros momentos.

Bom, voltando ao dia ruim... hoje recebi uma notícia que caiu como uma bomba: minha avó, que é quem cuida de mim, a pessoa com quem moro, a quem tanto amo, está doente! Sim, uma doença maligna... que espero que seja controlada e, Deus queira, até curada! Câncer de mama...

Estou em prece... minha família está em prece!

Fico desorientada nessas horas... pareço desconhecer a medicina! Talvez, agora, fosse melhor que desconhecesse!

Prece!

quinta-feira, setembro 14, 2006

Conhecendo Linda

Àquela altura já sofrera pelo que acreditava ser alguma coisa boa (vejam bem, acreditava ser). Estava há 4 meses separada de Juliana depois de 2 anos juntas. Havia chorado, mas ao mesmo tempo em que “sofria” sentia um certo alívio por estar livre e vontade de buscar a minha verdadeira metade... até que ela me pediu pra voltar.
Claro, meu sentimento já não era o mesmo. Estava machucado, descrente, turvo... ainda assim o preferi à solidão. Eu sei, isso é terrível. Voltei. Na verdade, ela me disse que não era uma volta e sim uma tentativa... que fosse, não estaria mais só. Porém, pensei bastante naquele ditado: "antes só do que mal acompanhada".
Sendo assim, em alguns momentos fui percebendo que era assim que desejava estar... só. Não estava namorando, mas não estava só... como se “fica” com alguém com quem namorou por 2 anos? Aconteceu assim.
O beijo já não tinha graça... os olhos não se perdiam... o coração apenas batia e se saltitava era durante alguma discussão. E foram muitas. Já não fazia questão de barrá-las... o que tivesse de ser, seria.
Rafaela, uma antiga conhecida (uma das primeiras lésbicas que conheci) de repente se reaproximou de mim. Nunca fomos amigas, mas trocávamos algumas confidências e experiências. Sofria pela ex-namorada, mas estava ficando com “uma garota legal” e queria que saíssemos todas juntas qualquer dia. Ok, aliás, preferia mesmo sair com mais alguém... o clima ficava mais leve.
E nesse dia conheci Linda. Rafaela chegou ao barzinho com ela na garupa da moto. Aquela sem capacete e a última com o rosto coberto, atiçando a curiosidade de todas as outras na mesa. Acompanhei a moto com os olhos até que ela parou. Num movimento suave, sua perna direita passou sobre o banco da moto e pousou delicadamente ao lado da outra. As mãos foram à cabeça e retiraram o motivo de tanta curiosidade.
À medida que subia o capacete, um rosto lindo e sereno se abria, um sorriso largo parecia zombar de seus próprios cabelos, bagunçados pelo vento. Cabelos castanho-claros... longos, ondulados... que mais tarde descobriria serem também sedosos.
A admiração foi instantânea! As duas dirigiram-se a nós. Juliana logo se sentiu incomodada... nunca gostava de meus amigos e percebi que tomara certa antipatia ao jeito espontâneo de Linda.
Como as outras pessoas já se conheciam, cuidei para que Linda não ficasse muito sem graça. Com meu jeito leve e bem-humorado, fazia brincadeiras sem imaginar que eram apenas para ver aquele lindo sorriso acontecer. No entanto, mesmo nas brincadeiras, não sei se consegui esconder o encanto que senti por aqueles olhos verdes, aquela boca carnuda encaixada perfeitamente naquele rosto de beleza inquestionável.
Foi uma noite agradável... na volta pra casa, Juliana não escondia sua indignação com aquela menina “folgada e aparecida”. “Onde já se viu? Abrir aquele sorriso pra pessoas que nunca viu na vida?!!”. Com certeza, sua antipatia habitual turvava sua visão...
Bem, confesso... minha opinião, como verão, não foi a mesma...

segunda-feira, setembro 11, 2006

Reflexão

Passada a revolta eis que novamente repouso em águas tranqüilas. Conversando com Deus - e isso foi uma coisa que ela me trouxe de volta - percebi que a rebeldia faz o sofrimento doer mais. Enfrentar a dor com a alma traz serenidade ao contrário do que acontece quando se tenta usar os punhos. Claro que desabafar é preciso e faz bem. A lição, no entanto, só vem depois.
Resolvi viver a dor em toda a sua extensão... e percebi que deixar as lágrimas caírem, calmas, de meu rosto é mais fácil que me debater em desespero. Algo como quem pede ajuda enquanto se afoga: é preciso esperar, se render, deixar o corpo entregue a quem veio socorrer, caso contrário ambos poderão afundar. Isso é ser paciente... olhar adiante.
Sei que parece um discurso conformista, mas sei também da paz que senti quando decidi pelo não-desespero. E talvez aí entre um pouco de esperança... Espero conseguir me manter assim por mais tempo... pelo menos o suficiente para que a dor não mais me incomode. Que seja por uma ou outra razão!
E as lágrimas caem... as deixo... e assim não me sinto derrotada quando termino de chorar.
E sim, isso também passa!
Obrigada pelos comentários, pelas palavras carinhosas e acolhedoras... Sintam-se abraçados, desta vez, não com um abraço de dor, mas de gratidão! Saibam estão, de alguma forma, fazendo parte desse processo de recuperação!

sábado, setembro 09, 2006

Pedindo ajuda

Pelo amor de Deus... chega! Já não agüento mais. Não agüento! Às vezes sinto como se estivesse enlouquecendo...
Sim, estou perdida... o sofrimento une-se a solidão e ambos se divertem às custas da palhaça aqui! Isso mesmo, Gaya palhaça! Idiota! Burra! Débil! Imbecil! Infeliz!
Pra que ficar de orelha em pé pra ver se essa porra de telefone toca? Por que, se sei que mesmo que toque, não vou ouvir o que meu coração pede? Pra que me esforçar pra ser/estar disponível sendo que minha companhia nem parece ser desejada? Por que ficar chorando horas e horas deitada na cama... no escuro... sozinha e sufocar o choro com o travesseiro? Por que levar a mão ao peito na tentativa de tirar essa dor desgraçada daqui?
Eu quero gritar! Quero sair por aí sem rumo e não ter que voltar pra cá... pra frente desse computador e ficar olhando pra essa tela brilhante esperando não-sei-o-quê!!!
O que é tudo isso que tá acontecendo?
Meu Deus... me ajuda! Me tira daqui... me leva pra onde eu não possa mais chorar... eu quero ir embora!
Por favor, me tira daqui...
Ei, dor... eu não te escuto mais...

sexta-feira, setembro 08, 2006

Aniversário (????)

Hoje saímos... Ela, eu, uma amiga em comum que sabe de nossa separação e um amigo meu de faculdade que também a conhece mas que nem imagina que estamos separadas.

Rimos bastante, brincamos, fizemos piadas... nada denunciava o que se passava naqueles corações.

Até que ele, na maior inocência, lança a pergunta:

- Vocês namoram há quanto tempo?

Só o silêncio na mesa... meus olhos procuram aquelas esmeraldas que também parecem estar perdidas...

Bom, aqui eu respondo, pois na hora não consegui dizer nada: hoje faríamos 1 ano e 3 meses. Exatamente hoje.

Ainda bem que a Amiga sorriu e desconversou.

É isso!
E dói!

terça-feira, setembro 05, 2006

Aaarrrgh!!!

Bom, pra quem estava feliz com o post anterior (e eu, mais que ninguém, estava) informo que está desatualizado, não apenas pela data, mas pela situação.

No domingo novamente começamos o dia mal, passamos parte da manhã bem... a tarde foi mais ou menos e na hora de dormir eu já estava triste. Isso porque ela me ligou e comentou que conversou com uma amiga em comum e contou que estávamos separadas... poxa, então esse fim-de-semana não significou nada??? Depois de 30 dias separadas ela resolve contar agora, justo agora que pensei que estávamos prestes a voltar??

Só sei que estou com raiva... de mim... dessa situação... de tudo. Na verdade, nem sei dizer se é raiva mesmo. Tudo se mistura aqui dentro, de tal forma que pareço não saber mais quem sou ou o que quero. Sinto amor, raiva, saudade, tristeza, solidão, desejo, vontade de ir e de ficar... quero não ligar e ao mesmo tempo preciso. Decido algo e no minuto seguinte faço o contrário do que prometi a mim mesma.
Penso em deixá-la em paz, em sair, espairecer... Mas a quero de volta, não consigo simplesmente sair assim... Então fico em casa à espera de um telefonema; vai que ela liga e me chama pra fazer algo? Talvez eu não devesse esperar... Mas espero... porque amo... E assim sofro... sem que esse amor diminua.

Durmo (quando durmo) de um jeito e acordo de outro. Penso que não vou mais procurá-la pelo menos por uma semana... e resolvo ligar pra saber como ela está. Chego à conclusão de que estou fazendo tudo errado mas não consigo mudar... E é claro que ela tira isso por base pra dizer que não mudei!

Quer saber?

Eu não sei!

Tem certas coisas que eu não sei dizer...

domingo, setembro 03, 2006

A chuva

Ainda não há nada certo... mas espero que seja somente ainda.
Nos últimos dias tudo está muito confuso... emoções à flor da pele... lembranças boas e ruins, acontecimentos idem.
Ontem o dia pareceu começar mal, o tempo fechou um pouco mas antes que a noite chegasse eu já conseguia sorrir... que saudade eu sentia de sorrir.
Mas o melhor foi o fim da noite:
“Queria te ver...” foi a mensagem que recebi em meu celular. E assim aconteceu... Fui encontrá-la em sua casa e ficamos conversando no carro. Ela estava simplesmente LINDA! Fazia frio e ela vestia um lindo casaco... seus olhos pareciam ainda mais verdes e a chuva fina que caía se encarregou de trazer um friozinho gostoso - o que contribuiu para que nossos corações buscassem abrigo.
Ela entrou e não pude deixar de elogiar sua beleza... por alguns minutos apenas nos olhamos, sem nada dizer, tal qual da primeira vez que nossos olhares se encontraram apaixonados (história que talvez eu chegue a contar um dia).
Conversamos sobre muitas coisas, todas muito impessoais... de repente seu corpo sai de onde estava e vem em minha direção, tudo muito rápido. Não tive tempo de pensar no que acontecia, quando percebi seus lábios já haviam tocado e deixado os meus. Não tive como reagir nem corresponder... mas sentir aquela boca depois de tanto tempo me trouxe uma sensação indescritível. Só sei que em segundos fui ao paraíso... e ela estava lá.
A partir daí senti que ficamos mais à vontade... mas continuamos apenas conversando. Mais algum tempo se passou e estávamos caladas apenas nos admirando... meu coração acelerado, meu corpo pedindo por ela. Nos aproximamos bem, eu podia sentir sua respiração. Continuamos falando, acho que pra ver quem resistia mais tempo. Perguntei no que ela pensava e a resposta foi tudo que eu queria ouvir:
- O que você ta esperando pra me beij... – Não esperei que terminasse e nos beijamos como se uma de nós voltasse de uma longa viagem.
No pára-brisa, o som da chuva embalava nossas emoções...